Simulação da Norma de Desempenho - desempenho térmico


Hoje gostaríamos de falar sobre as simulações computacionais exigidas pela Norma de Desempenho, especificamente a simulação de desempenho térmico (Já falamos um pouquinho sobre a Norma de desempenho nesse post aqui. E se você quer saber mais sobre as simulações de acústica, pode ler nesse post aqui.


As construções nos oferecem abrigo para diferentes finalidades: trabalho, moradia, descanso, atividades físicas, entretenimento, etc. Um dos objetivos das edificações é o de prover condições térmicas aceitáveis em seu interior, para o humano , sejam quais forem as condições climáticas externas. Ou seja, deve propiciar uma condição em que a troca térmica das pessoas com o ambiente satisfaça às necessidades fisiológicas desse grupo.


A Norma de Desempenho possui um critério especialmente direcionado para esse assunto! Preocupado com o conforto térmico dos usuários e a possibilidade de melhoria do ambiente construído, o capítulo exige um nível mínimo de desempenho para as temperaturas dos ambientes internos de uma edificação.

Os principais pontos que impactam na diferença de temperatura entre a parte interna e externa da construção, são:

- Clima da região;

- Orientação solar do edifício em relação ao terreno;

- Materiais utilizados nas paredes e telhados/coberturas;

- Materiais utilizados nas portas e janelas;

- Entorno da edificação.


A melhor forma de atendimento desse critério é através da execução de uma simulação computacional, pois nela, todas essas variáveis são incluídas no modelo virtual.


Assim é possível prever quais as melhores estratégias e materiais de construção a serem utilizados, antes mesmo da etapa orçamentária. Aliás, se a simulação ocorresse em conjunto com a ajuda do time de orçamento, seria possível até comparar quanto seria economizado!


O requisito de Desempenho Térmico na NBR 15.575 expressa, para a condição de verão: “ Apresentar condições térmicas no interior do edifício habitacional melhores ou iguais às do ambiente externo, para o dia típico de verão” e “apresentar condições térmicas no interior do edifício habitacional melhores que do ambiente externo, no dia típico de projeto de inverno”.Ele busca representar através de uma ‘fotografia’ da temperatura do ar do ambiente interno do projeto em análise para o dia mais crítico do ano tanto para verão, quanto para inverno. O valor dessa temperatura interna é comparado à temperatura do ar exterior e, assim, é dado o nível de atendimento do ambiente.


Para o período de verão a temperatura do ar no ambiente interno não deve ser superior à temperatura do ar do lado externo. Já no período de inverno, a temperatura do ar interior deverá ser 3°C acima da temperatura do ar exterior.




A metodologia busca fazer uma análise do desempenho da envoltória no projeto e em como pode manter o conforto interno, de acordo com as características climáticas do local do empreendimento.

Além da localização geográfica, outros pontos impactam diretamente no desempenho térmico da edificação e devem ser considerados e levados em conta na hora da seleção de material e posição da construção no terreno. As principais variáveis climáticas são:


- Temperatura, umidade e velocidade do ar;

- Radiação solar incidente;

- Comportamento climático da região.


Não há necessidade de aprofundamento nos detalhes de como a simulação deve ser executada, mas, sim, de como ela pode ser utilizada e seu potencial ser devidamente explorado. Através da simulação computacional é possível analisar, por exemplo, o impacto da incidência solar na edificação e, a partir da análise dos resultados, o projetista terá mais embasamento para corrigir a volumetria, em caso de verificação de desconforto térmico. Além de corrigir problemas a simulação pode oferecer estudos detalhados na etapa de concepção do projeto, onde as mudanças ainda não são impactantes e muito menos custosas.


Ao realizar uma simulação na etapa inicial do projeto, o arquiteto ou projetista responsável pela composição do empreendimento pode traçar estratégias mais eficazes e poupar, além de recursos, tempo e riscos futuros. É importante ressaltar que com a simulação computacional é possível estudar diferentes estratégias, sem a necessidade de construir um protótipo real e realizar medições que além de demoradas, são extremamente complexas. É possível alterar a largura de uma janela modificando apenas um campo no software utilizado para simulação.


As possibilidades de aprimorar a forma como o projeto é desenvolvido e as tecnologias que podem ser inseridas, são infindáveis. E você, já simulou o seu projeto para entender como ele funciona?


Se quiser saber mais sobre esse assunto, assista ao nosso vídeo no canal do YouTube que explica de forma bastante didática e descontraída um pouco mais sobre esses assuntos!



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